Depois de uma reflexão justa, disse-lhe:
"Estava enganado..."
E ela respondeu-me ofensivamente:
"Estás enganado!"
Sendo assim, perguntei-lhe:
"Concordas mesmo com o que eu disse?!",
Ela respondeu: "Obviamente que não!"...
Sentia-me tenso e deslocado, cá dentro,
um puzzle mal montado, encaixado a força no
que acreditava serem as minhas inalteráveis crenças.
Descansado, com o quadro frenético desligado,
pensei em ti e em como seria belo e livre o momento
em que paravas de falar contigo para ouvires esta
verdadeira mensagem, disformemente bem colocada...
Friday, 6 June 2008
Wednesday, 2 January 2008
ando às cabeçadas às dunas.
o senhor do cimo, no camelo
contou-me: o oásis é ali...
apontou o dedo preso na minha direcção,
eu olhei para trás e segui em frente;
confusão entre as dunas... eu por entre
a troca de grãos de areia entre as dunas...
...as dunas não sabem de nada antes de me tocarem!
O oásis é demais, no oásis estasse praticamente no céu,
fica longe donde estou...nasceu um universo maior do que o real entre
mim e ele, na altura em que descobri que existe um oásis por aqui!
Deixa lá, deixa lá, deixa lá mas sou eu que acabo sempre por agarrar uma migalha do bolo no final...
-Partimos agora à descoberta?
- Sim pode ser...
-Pode de verdade??
-Não!! O "oásis" é uma ilusão!! Pensei que já tinhas percebido isso!...
"Oásis" é este deserto enquanto pensado e contornado com os olhos da tua mente;
Mas como ves isto já está pronto e elaborado...mais que feito e perfeito,
isto está a existir, se ainda procuras o Grande Oásis vais ter de o destruir, observa
esse belo ai dentro, destrói esse belo oásis sem argumento; fá-lo só por querer,
por perceber porquê...com a noção de que se não perceberes nunca o hás de fazer;
Continua lá então à procura do oásis como um cão...como um cão sem sentir...sim
porque tu nem farejar pelo oásis podes, és um objecto estúpido por não o seres e agires como um!
Serias o "Oásis" com toda a certeza se ele existisse,
não és sequer o oásis desenhado no livro que eu não tenho na mão;
não és sequer o oásis do homem pesado em cima do camelo...nem sequer uma ilusão!
És a energia toda desta raiva que sinto a empurrar ofensivamente as paredes brancas do meu oásis...sim brancas!! sim ! com ou sem força ainda aqui andas dentro às cabeçadas e das-me palmadas na janela, como quem quer fugir; eu bem quero abrir a linda janela, sentir o ar liso às festinhas no pescoço sem ser por querer; sentir as dentadinhas lambusadas de quem não precisa de as receber....eu bem quero este meu oásis sem paredes e então ele acaba por se fechar nisso... mas parece que este ainda não chega - o problema és tu!! Se ficares cá dentro sintilante como sempre foste, posso abrir tudo sem nada se partir. Quero só rir!! Quero rir até me vir e depois continuar se me der na gana!!!
Estou enojado com esta estela que o sorrir tem sido para alguém, nunca vem parar ao meu eu!!
Não posso mais sorrir se nada chegar aqui derrepente e o fizer por mim...Não posso mesmo!!
Aceita o "meu" quase-oásis para viveres num assério,
está quase...sinto isso cada vez mais...só uma pitada de concentração e já está!
Tanto para ti como para mim: Já está*
Basta não querermos oásis nenhum e já está!
...não é uma técnica nem nada que se pareça; a técnica é a percepção que vem quando nos apercebemos de que o oásis não existe e porque é que mesmo assim ele persiste na nossa cabexa...
As paredes são brancas, são nossas amigas e vão-se afastando à medida que nós vamos entrando nelas hhiihihi qui bom que ...............................................
o senhor do cimo, no camelo
contou-me: o oásis é ali...
apontou o dedo preso na minha direcção,
eu olhei para trás e segui em frente;
confusão entre as dunas... eu por entre
a troca de grãos de areia entre as dunas...
...as dunas não sabem de nada antes de me tocarem!
O oásis é demais, no oásis estasse praticamente no céu,
fica longe donde estou...nasceu um universo maior do que o real entre
mim e ele, na altura em que descobri que existe um oásis por aqui!
Deixa lá, deixa lá, deixa lá mas sou eu que acabo sempre por agarrar uma migalha do bolo no final...
-Partimos agora à descoberta?
- Sim pode ser...
-Pode de verdade??
-Não!! O "oásis" é uma ilusão!! Pensei que já tinhas percebido isso!...
"Oásis" é este deserto enquanto pensado e contornado com os olhos da tua mente;
Mas como ves isto já está pronto e elaborado...mais que feito e perfeito,
isto está a existir, se ainda procuras o Grande Oásis vais ter de o destruir, observa
esse belo ai dentro, destrói esse belo oásis sem argumento; fá-lo só por querer,
por perceber porquê...com a noção de que se não perceberes nunca o hás de fazer;
Continua lá então à procura do oásis como um cão...como um cão sem sentir...sim
porque tu nem farejar pelo oásis podes, és um objecto estúpido por não o seres e agires como um!
Serias o "Oásis" com toda a certeza se ele existisse,
não és sequer o oásis desenhado no livro que eu não tenho na mão;
não és sequer o oásis do homem pesado em cima do camelo...nem sequer uma ilusão!
És a energia toda desta raiva que sinto a empurrar ofensivamente as paredes brancas do meu oásis...sim brancas!! sim ! com ou sem força ainda aqui andas dentro às cabeçadas e das-me palmadas na janela, como quem quer fugir; eu bem quero abrir a linda janela, sentir o ar liso às festinhas no pescoço sem ser por querer; sentir as dentadinhas lambusadas de quem não precisa de as receber....eu bem quero este meu oásis sem paredes e então ele acaba por se fechar nisso... mas parece que este ainda não chega - o problema és tu!! Se ficares cá dentro sintilante como sempre foste, posso abrir tudo sem nada se partir. Quero só rir!! Quero rir até me vir e depois continuar se me der na gana!!!
Estou enojado com esta estela que o sorrir tem sido para alguém, nunca vem parar ao meu eu!!
Não posso mais sorrir se nada chegar aqui derrepente e o fizer por mim...Não posso mesmo!!
Aceita o "meu" quase-oásis para viveres num assério,
está quase...sinto isso cada vez mais...só uma pitada de concentração e já está!
Tanto para ti como para mim: Já está*
Basta não querermos oásis nenhum e já está!
...não é uma técnica nem nada que se pareça; a técnica é a percepção que vem quando nos apercebemos de que o oásis não existe e porque é que mesmo assim ele persiste na nossa cabexa...
As paredes são brancas, são nossas amigas e vão-se afastando à medida que nós vamos entrando nelas hhiihihi qui bom que ...............................................
Monday, 17 December 2007
Existem dois barcos à nossa disposição neste porto em que nos encontramos, o porto da vida. São eles o barco da dúvida e o barco da confiança.
Temos de duvidar primeiro, temos de viajar o suficiente no barco da dúvida até que entendamos que essa viagem não nos traz nada de valioso, é preciso remar o bastante para que nos apercebamos de que, com o barco da dúvida a viagem é, toda ela cansaço.É necessario essa experiência para que ganhemos a noção de que este não é o barco da vida; que é apenas um meio necessário, para compreender que a viagem da vida só pode ser feita no barco da confiança.
A um certo momento damo-nos conta de que a satisfação, na viagem com o barco da dúvida, só pode ser alcançada quando todas as dúvidas forem esclarecidas. A satisfação só chega quando o próprio barco é abandonado!
Existe a constante opurtunidade de voltarmos ao porto de onde partimos, na realidade é onde nos encontramos neste exacto momento. A opurtunidade de mudar de barco nunca deixa de existir, mas para que essa mudança seja feita, é necessario perceber o porque dela… É necessario ir acordado, no barco. É necessario duvidar deste sono durante a viagem, se ainda não provámos um pouco de pura satisfação é sinal de que temos estado adormecidos, encostados para trás no barco, este tempo todo!!…
Quem nos terá cansado?!…Sabendo nós que estavamos sentados no porto, sem fazer nada que cansasse?!…Alguém duvidou da nossa autenticidade, da nossa capacidade de ser, alguém nos cansou de nós mesmos!!
A única maneira de nos apercebermos de qual é o nosso barco, é entrarmos no barco da dúvida e remar um bom bocado, para acordarmos os nossos sentidos. Ao estarmos realmente acordados nesta viagem, vamos chegar a conclusão de que tudo o que ela nos traz é desilusão; durante esta viagem vamos sentir algo que não é a vida, vai-nos faltar sempre qualquer coisa, vamos passar a viagem a chorar por dentro…vamos sentir-nos impotentes durante toda a viagem por não nos conseguirmos satisfazer. Nesta viagem o nosso ponto de satisfação vai encontrar-se sempre lá ao fundo, na resolução da próxima dúvida…sempre da próxima.
Sobre a viagem com o barco da confiança, não há nada que eu possa dizer de acertado, pois essa viagem é espontânea a cada momento, imprevisível a todo o instante. No momento em que a decisão de apanhar o barco da confiança é tomada, aí sim, a viagem da vida começa…
Não nos cansamos a remar, remar é só para os que duvidam da corrente…começamos a amar a nossa viagem em vias de a tentar mudar!...Um ondular de extâse começa a fazer cócegas na parte de baixo do barco em que viajo e esta felicidade arrebatadora não deixa que o sono chegue perto sequer!…Agora sim, a vida faz todo o sentido!!
Mas é precisa bastante coragem para confiarmos em nós até ao fim, para que esta viagem maravilhosa continue….. é precisa coragem até à real compreensão, vamos voltar bastantes vezes ao barco da dúvida, mas isso tem de acontecer…isto por vivermos rodeados de pessoas que estão a fazer a sua viagem nesse mesmo barco; todos eles vão a dormir….cheios de pesadelos “reais”.Sentem os seus pesadelos fortes demais, para os viverem sozinhos…estão constantemente a partilha-los connosco inconscientemente…a fraqueza é a verdade mais pura, por isso acaba sempre por vir ao de cima e deve ser aceite.
Encorajo-te a exprimentar as duas viagens e a dar tempo até que o resultado de cada uma se manifeste…pois so nos é permitido tirar uma verdadeira conclusão quando nos entregamos a cada situação e lhe damos espaço para acontecer...
Passo-te a minha experiência através de palavras, porque não o posso fazer de outra maneira. A tua experiência só pode ser vivida por ti…já sabes disso, eu sei que sabes, mas o erro que temos cometido concentra-se exactamente ai. Temos arrumado tudo o que já sabemos na gaveta, caindo tudo isso no esquecimento….algo nos pesa cá dentro e nós não percebemos o que é...Do saber ao conhecer vai uma distância bastante significativa, vai toda aquela distância que a pressa do tempo nos faz passar despercebida.
Encorajo-te a abrir de novo a tua gaveta, a tirar tudo o que la te puseram, no passado….a dar todo o tempo do mundo a cada coisa, uma de cada vez; o conhecimento verdadeiro vai chegar. No momento em que ele chegar, não vais ter de meter isso de volta na gaveta, pois a coisa em questão simplesmente se evapora de ti…. é um processo muito bonito...É o caminho até ti!…Ando a caminhar, sem me preocupar pois sei que hei de lá chegar!
Confia ou duvida de mim mas
Lembra-te: Nada vai mudar se a nossa percepção não o fizer primeiro...!
*
Temos de duvidar primeiro, temos de viajar o suficiente no barco da dúvida até que entendamos que essa viagem não nos traz nada de valioso, é preciso remar o bastante para que nos apercebamos de que, com o barco da dúvida a viagem é, toda ela cansaço.É necessario essa experiência para que ganhemos a noção de que este não é o barco da vida; que é apenas um meio necessário, para compreender que a viagem da vida só pode ser feita no barco da confiança.
A um certo momento damo-nos conta de que a satisfação, na viagem com o barco da dúvida, só pode ser alcançada quando todas as dúvidas forem esclarecidas. A satisfação só chega quando o próprio barco é abandonado!
Existe a constante opurtunidade de voltarmos ao porto de onde partimos, na realidade é onde nos encontramos neste exacto momento. A opurtunidade de mudar de barco nunca deixa de existir, mas para que essa mudança seja feita, é necessario perceber o porque dela… É necessario ir acordado, no barco. É necessario duvidar deste sono durante a viagem, se ainda não provámos um pouco de pura satisfação é sinal de que temos estado adormecidos, encostados para trás no barco, este tempo todo!!…
Quem nos terá cansado?!…Sabendo nós que estavamos sentados no porto, sem fazer nada que cansasse?!…Alguém duvidou da nossa autenticidade, da nossa capacidade de ser, alguém nos cansou de nós mesmos!!
A única maneira de nos apercebermos de qual é o nosso barco, é entrarmos no barco da dúvida e remar um bom bocado, para acordarmos os nossos sentidos. Ao estarmos realmente acordados nesta viagem, vamos chegar a conclusão de que tudo o que ela nos traz é desilusão; durante esta viagem vamos sentir algo que não é a vida, vai-nos faltar sempre qualquer coisa, vamos passar a viagem a chorar por dentro…vamos sentir-nos impotentes durante toda a viagem por não nos conseguirmos satisfazer. Nesta viagem o nosso ponto de satisfação vai encontrar-se sempre lá ao fundo, na resolução da próxima dúvida…sempre da próxima.
Sobre a viagem com o barco da confiança, não há nada que eu possa dizer de acertado, pois essa viagem é espontânea a cada momento, imprevisível a todo o instante. No momento em que a decisão de apanhar o barco da confiança é tomada, aí sim, a viagem da vida começa…
Não nos cansamos a remar, remar é só para os que duvidam da corrente…começamos a amar a nossa viagem em vias de a tentar mudar!...Um ondular de extâse começa a fazer cócegas na parte de baixo do barco em que viajo e esta felicidade arrebatadora não deixa que o sono chegue perto sequer!…Agora sim, a vida faz todo o sentido!!
Mas é precisa bastante coragem para confiarmos em nós até ao fim, para que esta viagem maravilhosa continue….. é precisa coragem até à real compreensão, vamos voltar bastantes vezes ao barco da dúvida, mas isso tem de acontecer…isto por vivermos rodeados de pessoas que estão a fazer a sua viagem nesse mesmo barco; todos eles vão a dormir….cheios de pesadelos “reais”.Sentem os seus pesadelos fortes demais, para os viverem sozinhos…estão constantemente a partilha-los connosco inconscientemente…a fraqueza é a verdade mais pura, por isso acaba sempre por vir ao de cima e deve ser aceite.
Encorajo-te a exprimentar as duas viagens e a dar tempo até que o resultado de cada uma se manifeste…pois so nos é permitido tirar uma verdadeira conclusão quando nos entregamos a cada situação e lhe damos espaço para acontecer...
Passo-te a minha experiência através de palavras, porque não o posso fazer de outra maneira. A tua experiência só pode ser vivida por ti…já sabes disso, eu sei que sabes, mas o erro que temos cometido concentra-se exactamente ai. Temos arrumado tudo o que já sabemos na gaveta, caindo tudo isso no esquecimento….algo nos pesa cá dentro e nós não percebemos o que é...Do saber ao conhecer vai uma distância bastante significativa, vai toda aquela distância que a pressa do tempo nos faz passar despercebida.
Encorajo-te a abrir de novo a tua gaveta, a tirar tudo o que la te puseram, no passado….a dar todo o tempo do mundo a cada coisa, uma de cada vez; o conhecimento verdadeiro vai chegar. No momento em que ele chegar, não vais ter de meter isso de volta na gaveta, pois a coisa em questão simplesmente se evapora de ti…. é um processo muito bonito...É o caminho até ti!…Ando a caminhar, sem me preocupar pois sei que hei de lá chegar!
Confia ou duvida de mim mas
Lembra-te: Nada vai mudar se a nossa percepção não o fizer primeiro...!
*
Monday, 10 December 2007
o jogo do pensar
Jogando no tabuleiro da verdade,
jogo sem peão; não sei em que casa vou.
Quem é a jogar?
Vá, jogo eu já que ninguém responde...
Lanço o dado e tem piada;
Lanço o dado de novo por ter calhado double
e tem piada outra vez...
Lanço outra vez...não vi quanto calhou...
Só mais uma vez, para acabar....mais uma que parece que ainda não está tudo...
Inventei um jogo!!
Mas só da para jogar um, não da para emprestar este dado...
Podíamos brincar em cima do tabuleiro!!
mas o dado....(agora cansei-me )
Sou eu o peão e tenho energia para mudar de casa agora!
jogo sem peão; não sei em que casa vou.
Quem é a jogar?
Vá, jogo eu já que ninguém responde...
Lanço o dado e tem piada;
Lanço o dado de novo por ter calhado double
e tem piada outra vez...
Lanço outra vez...não vi quanto calhou...
Só mais uma vez, para acabar....mais uma que parece que ainda não está tudo...
Inventei um jogo!!
Mas só da para jogar um, não da para emprestar este dado...
Podíamos brincar em cima do tabuleiro!!
mas o dado....(agora cansei-me )
Sou eu o peão e tenho energia para mudar de casa agora!
Sunday, 9 December 2007
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